quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Festa de Santo Antonio do Bairro Pedregal


Diário de Campo
Neide Borges de Medeiros

15/06/2018 -  A igreja estava cheia, jovens , crianças e adultos,  faziam parte do publico, alguns, via-se, que  se tratava de famílias inteiras, outros casais, outros ainda grupos de adolescentes. No altar os ministros de eucaristia se movimentavam de um lado para outro, organizando a procissão de entrada, da missa que marcava o inicio dos festejos do Santo Padroeiro “ Santo Antônio”.  O Padre já estava presente, usando uma batina branca e dourada, usada em ocasiões especiais. A celebração foi linda, com a imagem do Santo homenageado em destaque, demorou pouco mais que uma hora e meia, e no final o publico presente foi convidado a permanecer e participar dos festejos, que contaria com um delicioso jantar, barracas de pescaria, de doces, de salgados, brechó , “binguinho”  e bebidas e, enfim outros avisos foram dados.  Havia uma certa onda de alegria no ar, a população demonstrava uma euforia e uma expectativa pelo primeiro dia de festa.
Do lado esquerdo de quem chega na igreja, foram montadas as barracas. O caixa onde era vendidos as fichas pra se adquirir qualquer coisas que fosse consumir na festa, ficava num quarto bem de frente nesta lateral paralelo com a igreja, que após a missa ficou fechada. Havia quentão ( bebida alcoólica a base de gengibre e cachaça), cervejas (itaipava e bhama) e refrigerantes ( peps, sukita e guarana) com exceção do quentão as outras bebidas era em latas de 350ml.  Na barraca do brechó ,que era a primeira quando se saia do caixa, encontrava se roupas de vários estilos, para crianças, jovens e adultos e uma grande quantidade para senhoras da melhor idade. Pena que nem sempre se encontrava o numero desejado, pois eram peças únicas, algumas senhoras que saíram da missa pararam ali e ficaram olhando algumas peças de roupas ( não observei se levaram). A outra barraca era de pastel ( queijo / frango/ carne), outra de pescaria ( com brindes como bonecas, bola de sabão, vareta,  bola dente de leite, entre outros de pequeno valor), na sequência a de doces , bolos e pudim de leite condensado, que não resiste e comprei um pedaço, também tinha cocada e amendoim torrado. Na frente da igreja foi armada a barraca do binguinho ( com cartela a dois reais), particularmente a minha preferida depois da de doces é claro. Nesse momento ainda não tinha pessoas suficientes pra começar a rodada do binguinho ( passava das 22hs e fazia frio), que funciona da seguinte  maneira, os interessados compram as cartelas ali mesmo na barraca, do montante de cartelas vendidas é retirado mais ou menos de 40% a 50% de premio e o restante fica pra igreja. Mais nessa primeira noite não teve publico o bastante  para se formar as rodadas.
No outro lado à direita de quem chega, era um grande pátio, onde foi montada as mesas e cadeira e ao fundo era servido o jantar e as bebidas (apenas com apresentação da ficha). Tinha também um tipo de palco no mesmo nível (piso) dos convidados,  com microfone e uma mesa de son, as caixas de sons foram colocadas uma de cada lado do corredor, Atrás do “palco” ficava os banheiros (masculino e Feminino). De tempo em tempo era anunciado os atrativos da festa. Neste local estava aglomerado basicamente todo o publico da festa, alguns jantando, outros apenas sentados conversando, outros andando de um lado para outro do salão. Percebia-se que alguns grupos sentavam juntos, como o grupo de jovens, a legião de Maria e as ministras, as catequistas, bem como os festeiros e os novenários, estes juntamente com o coordenador buscavam ajeitar tudo no decorrer dos festejos. A noite estava de clima frio, agradável. Mais para algumas pessoas um pouco fria demais, que após o jantar ia embora. Antes das 24hs já estava bem vazio os corredores e pátio da igreja. Notava-se que apesar do pouco comparecimento da comunidade nesta noite, os organizadores já esperavam por isso, e se sentiam (olhando suas fisionomias) com o dever comprido , já se preparando pro dia seguinte. O céu prometia mais frio para os próximos dias, mais isso não era problema, pois “Santo Antônio haveria de dar um jeito, pois a festa era pra Ele”, balbuciou um senhora devota, comentado em voz alta com a vizinha de mesa. Deixei o local por volta das 24:30hs.     

16/06/2018 – cheguei por volta das 21:30hs, já havia muita gente nos arredores da igreja, era o segundo dia de festa, como previsto estava frio, bem mais que na noite anterior. Minha amiga já estava a minha espera como combinado. Entramos no pátio onde ficava as mesas e o son, sentamos e nos pusemos a observar a nossa volta.  Aquele era de fato o local onde se concentrava  a festa, apesar de termos que dar a volta do outro lado para comprar as fichas de consumo. Ação essa que favorecia as barracas que ficavam próximas do caixa. Diferente da primeira noite, a roda do binguinho estava formada com muitos jogares (com sorteios que variavam de rodada pra rodada entre 80 a 150 reais). Os jovens se preparavam pra dançar a quadrilha, enquanto aguardávamos decidimos experimentar o jantar, cujo cardápio era bobó de frango, acompanhado de batata palha e salada, que estava delicioso. Podemos notar que as mesas e cadeiras disponíveis não foram suficientes para acomodar o publico presente. Tinha pessoas de todas as idades, bem trajadas , outras nem tantos, com varias coisas nas mãos, dando a entender que provaram e adquiriram de tudo um pouco da festa enquanto outras apenas observavam o movimento alheias às varias atrações daquele espaço festivo.
Minutos antes da quadrilha, o coordenador, um rapaz jovem, entre 25 e 30 anos de idade, tomou a palavra e com um tom católico carismático, deu inicio aos agradecimentos, aos festeiros, novenários, comunidade em geral e ao “Santo” homenageado da noite, este ultimo pela graça recebida (casa-se no inicio deste ano- graças a Santo Antônio, segundo ele). E sem delonga puxou em alto e bom tom, um pai nosso (oração) seguido de três ave Maria (oração), no qual foi prontamente seguido pela platéia presente. Dois grupos de quadrilha se apresentaram naquela noite fria, que para os dançarinos não fazia nenhuma diferença, pois estava,  de roupas rasgadas, curtas e alguns ate sem a camisa, dançaram lindamente, com uma alegria contagiante no rosto, que dava gosto de olhar.
Nesta noite estava previsto o grande baile, assim que terminasse o jantar, e aguardavam o leiloeiro para começar os leilão, com alguns prendas trazidas pelos novenários ( frango assado, bolos e vinhos).  As mesmas barracas do dia anterior, também faziam parte do cenário, provamos do pudim e do bolo de chocolate, tudo estava apetitosa, convidativo aos olhos e ao paladar. Tiramos algumas fotos (poucas, pois não estávamos acreditando que teríamos, de fato, que realizar este trabalho. A UFMT, estava em greve a quase 60 dias neste ocasião) deixamos o local da festa por volta das 24:45hs, e ate aquele momento não aconteceu nem o leilão nem o baile).
17/06/2018 – domingo, o almoço foi servido por volta das 13hs, custou 10 reais, cardápio galinha com arroz e feijão empamonado ( feijão engrossado com farinha e pedaços de bacon e lingüiça calabresa). O almoço foi servido no pátio da lateral direita da igreja, algumas pessoas compraram marmitas e outras almoçaram no local. Desde o inicio era anunciado o grande bingo com premio principal de cinco mil reais ( em dinheiro), cartela a dez reais cada, o sorteio era eletrônico, não exigindo a presença para retirar o premio na hora, sendo que o ganhador seria avisado caso não estivesse presente.   Os prêmios estavam distribuídos da seguinte forma: 5º premio – micro-ondas; 4º premio – Tv 32’; 3º premio – Fogão de 4 bocas; 2º premio – carteira de habilitação AB e 1º premio R$ 5.000,00 (em dinheiro); esta foi também a ordem de sorteio.
Era possível perceber que as mesmas pessoas, do primeiro e segundo dia, tanto da organização, como da comunidade e ou dos grupos membros da igreja eram as que faziam parte deste terceiro dia, onde o evento era diurno, iniciava com o almoço e encerrava em uma missa, o numero de participantes era bem maior que o da segunda noite, notava-se que alguma pessoas não faziam parte daquela comunidade, apenas vieram por conta do premio atrativo de cinco mil reais. Todos estavam muito a vontade, com roupas leves, esportivas, apesar do clima ameno.
As barracas já não estavam tão atraentes, sem os bolos e doces, a pescaria ou os pasteis e assim o binguinho igualmente não fazia mais parte do cenário, agora era só armações de madeira e palha de coqueiro, apenas o caixa e as bebidas (exceto o quentão) permanecia em pleno funcionamento. Não fosse pelo local, uma igreja católica e pela insistência do coordenador lembrando a todo momento do “Santo” padroeiro, o clima era de muita alegria e expectativa pelo premio principal do grande bingo. Ainda apos o bingo houve sorteio de vários brindes, segundo os organizadores doados por comerciantes locais e por membros mais antigo da igreja. Soube que na noite anterior não foi possível realizar o leilão, pois o leiloeiro não compareceu, e as poucas prendas recebidas foram vendidas aos que se interessaram sem grande divulgação  e o baile teve entrada franca (nos anos anteriores era cobrado dez reais de entrada). O grande bingo iniciou por volta das três e trinta da tarde e foi ate 18:30hs, a população presente foi convidada a participar da missa de encerramento, mas a grande maioria não permaneceu. Talvez pelo fato da grande maioria não estarem trajadas adequadamente para adentrar a igreja e por não dar mais tempo de irem em casa e retornar pois a missa estava prevista pra iniciar as 19:15hs. Ou ainda por não fazerem parte da comunidade, ou talvez estavam chateados por não terem ganhado  nenhum brinde. Mais um grupo de membros da igreja, da comunidade e dos grupos de jovens chegaram para fazer parte do próximo evento que iria acontecer “a missa”, devidamente vestidos para tal. No  meu caso, só ganhei experiência para o próximo ano. Deixei o local as 19hs e não participe da missa.  
24/08/2018 – as aulas retornaram, o trabalho sobre as festas precisam ser concluído. Meu grupo que era três membros, ganha mais dois, somos cinco agora e decidimos nos reunir no dia oito do mês seguinte pra realizarmos algumas entrevistas para embasar nosso trabalho, e assim foi feito. Fiz os contatos prévios e graças a “Santo Antônio” todos aceitaram colaborar com nosso trabalho de campo. Falei com cinco pessoas, um jovens de 15 anos membro do grupo de jovens da igreja, uma mulher festeira de 38 anos que este ano participou ativamente dos eventos principalmente dos religiosos; um homem de 71 ano, que se declaro um dos fundadores da festa de “Santo Antônio”; uma mulher de 66 anos – organizadora/fundadora da trezena e um senhor de 70 anos que se declara festeiro novenário a mais de 30 anos.

08/09/208 – entrevistas – nos reunimos as 14hs na praça em frente a igreja e entrevistamos duas pessoas: a primeira um jovem de 15 anos, Felipe, falante, contente por ter feito parte pela primeira vez da organização e promoção da Festa de Santo Antônio do Pedregal. Era uma tarde quente, de sol forte, ventava um pouco mais o calor era insuportável. O Felipe demonstrava um pouco de vergonha, mais com o entrosamento do grupo foi se soltando e disse que para ele é muito importante fazer parte ativa nessa festa de fé, fala também que foi o primeiro ano que participou da Romária da trezena – treze encontros religiosos que antecedem a festa de Santo Antônio. E na oportunidade, relembram a historia do santo na terra, nascimento, vida e morte, lembram seus milagres realizados e a vida de luta e provações que venceu ao longo de seus dias nessa jornada terrena. Felipe conta também que faz parte de um grupo de jovens que se reuni na igreja todos os primeiros e terceiros domingos do mês sempre as 17:30hs – com nome de “Sentinela do Amanha” e que conta com mais ou menos 30 participantes (entre 14 e 30 anos de idade). O grupo de jovens do Felipe além de participar da quadrilha, também foram responsáveis pela aquisição/organização/promoção da barraca de doce, bem como, também fizeram a decoração externa da festa (bandeirolas e cartazes). Tiramos algumas fotos, agradecemos a entrevistas e ele se despediu, disse que tinha outro compromisso.
Iniciamos então a entrevista com a Sra. E.B.M., 38 anos, casada, tem uma filha. E nos conta sua experiência com trezena, disse se tratar de uma procissão que inicia no dia posterior ao levantamento do mastro que dá inicio oficial aos festejos. E que a procissão percorre as casa de moradores que já participam a muito tempo da comunidade católica do bairro Pedregal. Que as famílias visitadas são escolhidas através de um sorteio, feito pela Sra. M.P.  que também foi entrevistada por nós. A Sra. E.B.M., disse que se sente muito feliz por fazer parte dessa Romária, o sentimento de fé é muito forte entre os participantes, e durante o processo varias pessoas dão depoimento pessoal e de terceiros de milagres e benções alcançadas através da intercessão de “Santo Antônio”. Que vai continuar participando ativamente deste evento de fé, não só na procissão mais na festa de modo geral, na qual já é festeiro há alguns anos. Por ser muito amiga dos outros entrevistados a Sra. E.B.M., nos acompanhou nas próximas entrevistas.
Apesar do calor insuportável saímos da praça da igreja em direção a casa do próximo entrevistado, o Sr. W.T., 71 anos, há mais ou menos mil metros longe da igreja/ da praça onde estávamos. Fomos recebidos por ele que prontamente nos conduziu para uma mesa nos fundos da casa, onde sentamos enquanto ele voltava para o interior da casa para vestir uma camisa, pois estava sem, quando voltou nos pediu desculpas pelos seus trajes. Era um lugar simples, cadeiras e mesas antigas, um varal com roupas já secas, um rifle ( espingarda), que ao perceber nossos olhares a recostou sobre um tanque de roupas, havia também um canteiro de cheiro verde, um pé de manga e outras frutas típicas da cidade. O Sr. W.T. , começou a falar tão logo fomos apresentados, contou do inicio do bairro Pedregal, das dificuldades de uma comunidade oriunda de invasão(grilo); discorreu sobre sua vida antes de chegar nesta ocupação, de seus envolvimento políticos e religiosos, era notória sua emoção e ou sua saudade daquele tempo em uma ação sua fazia toda diferença numa comunidade religiosa, lembra de cada líder político  e religioso daquele tempo em tudo era difícil, mais conquista tinha um sabor salutar, que vida e força pra continuar lutando. Por vários momento foi possível sentir sua emoção ao recordar era como se quisesse nos tele-transportar para aquele exato momento do fato que estava narrando, meus colegas assim como eu, estavam atônitos, absorvendo por todos os sentidos possíveis cada palavra e gesto, daquele senhor que não demonstrava pressa alguma em chegar logo no final daquela historia que lhe revolvia os sentimentos a muito adormecido. Ele disse que no inicio era apenas uma barracão de lona no quintal de sua casa, depois uma pequena capela de madeira, já na principal da bairro e com muita luta se tornou a igreja de alvenaria que é hoje. E que a festa já viveu seus tempos de gloria, com quatro dias de festejos, onde era impossível trafegar ate mesmo a pé. Que teve a oportunidade de estar a frente da coordenação da igreja por um período de oito anos, e que sugeriu que o “coordenador” fosse assim chamado quem estivesse a frente da igreja e não mais “presidente” como era quando ele iniciou os trabalho. Conta que as novas coordenações, algumas atitudes, os novos movimento que agora integram a igreja católica, foram transformando e os festejos ganharam outros olhares. Perdeu um dia, na realidade dois dias, por que antes no domingo também era um dia de festa, hoje se faz apenas o almoço e o grande bingo, então festa mesmo acontece apenas na noite de sábado.  Depois de quase duas horas de audiência com pouquíssimas interrupções, encerramos a entrevista, e imbuído ainda pela emoção o Sr W.T., pergunta se pode orar por nós e faz uma comovente oração pedindo a intercessão de Santo Antônio e de Nossa Senhora, pela nossa vida e saúde. Agrademos por tudo e saímos.
Durante a entrevista do Sr.W.T., a Sra. M.P., chega e da importantes contribuições na fala dele. Depois relata que foi ela que iniciou a trezena, que antes era apenas cinco dias, depois foram treze e que as benção tem sido alcançadas, ano após ano, que quem escolhe em qual casa ir é o Divino Espírito Santo, que ela é apenas instrumento Dele. Que não pensa em parar, que gosta de testemunhar a fé, dela e das pessoas onde o Santo visita, e que após quase quarenta anos este ano foi a primeira vez que Santo Antônio visitou o Sr. W.T..
Como estas entrevistas demoraram mais do que o previsto foi necessário marcamos um outro dia para fechar as entrevistas.         

12/09/2018 – entrevista com Sr. F.M. 70 anos, que nos recebe sobre uma Lage recém concretada na lateral direita de sua casa, era um fim de tarde de clima típico de Cuiabá, quente e úmido. Foram feitas as devidas apresentações e reforçado o pedido de desculpas por não termos comparecido no dia marcado devido a longo entrevista c o Sr. W.T., ele entendeu e demos inicio a narrativa. O Sr. F.M. assim como o Sr.W.T., demonstra muita emoção ao relatar como era os festejos e como se tornou hoje, ambos atribuem essas transformações aos novos coordenadores e ao fato de quererem suprimir a bebida alcoólica da festa, foi quando o quadro se agravou de fato. O Sr. F.M., foi um dos festeiros que levou um frango assado pro leilão, na sábado a noite, mais que não foi leiloado, e também não lhe foi devolvido, pois segundo ele , isso era o correto a fazer, pois quando se doa uma prenda dá-se um lance inicial, nesse caso foi de quarenta reais, que quando não se acha um lance maior no leilão ou quando não há leilão este foi o caso, deviria devolver para o doador que ficaria com a prenda e pagaria o valor inicio do lance. Porem não foi isso que aconteceu venderam a prenda dele pra outra pessoas sabe lá por qual valor, sem lhe dar satisfação. Mesmo assim ele ainda vai levar outra prenda no próximo ano, como tentativa de incentivar o leilão. Nos conta com um ar de indignação como era linda a festa e como muitos membros antigos foram afastando a cada nova coordenação que assumia os trabalhos. É notório a fé que move esses festeiros e novenários para realizar uma nova festa a cada ano, ele conta que participa desde 1979, quando a igrejinha era de madeira e que ajudou a construir a de alvenaria, como é hoje, reclama ainda que antes tinha um grupo de trabalho para cada dia de festa, quem trabalhava num dia folgava e festava nos outros, hoje, ´são as mesmas pessoas, “querem que você trabalha todas as noites, isso não pode não”, relata o Sr.F.M. a entrevista durou cerca de uma hora, ele nos ofereceu água e refrigerante, agradecemos e encerramos a entrevista.
Este foi apenas um relato superficial de cada entrevista e do sentimento de cada entrevistado, a narração na integra é muito mais rica em detalhes e fatos sobre a festa “ Santo  Antônio do Pedregal”, espero ter atingido meu objetivo de transmitir o que os envolvidos queria expor em dado momento de fala. Em mim fica a certeza de que a religiosidade ate hoje move e transforma vidas nesta comunidade que recebeu o nome do santo padroeiro – comunidade de “Santo Antônio do Pedregal”, periferia, marcada pelo trafego de droga, e que guarda no seio do povo a fé em Santo Antônio. Que todos num só objetivo, por quase vinte dias, entre final de maio e meados de junho, num misto de sentimento, fé, obrigações, deveres, desejos ( de receber uma graça), no mesmo lugar.
Concluo este, agradecendo primeiramente a Deus, aos meus colegas de classe  e aos moradores da comunidade que tão gentilmente deram sua contribuição para realização deste trabalho de campo.
     
  

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