domingo, 20 de outubro de 2019

Festa de Nossa Senhora Aparecida, Bairro Jardim Imperial II


Diário de Campo
Camila Lorenzon Bueno
Gabriela Borges


O dia começa com fogos de artifício: é dia de festa na Capela Nossa Senhora Aparecida: é 12 de outubro, dia da padroeira da capela. A decoração é toda azul e branca, há flores coloridas e há um andor de Nossa Senhora Aparecida, a rua em frente à igreja foi interditada e tendas foram dispostas. A banda da Polícia Militar aparece para tocar a melodia de algumas músicas para a homenageada do dia e arriscam até um lambadão cuiabano, e eram apenas 7 da manhã! Ás 7:30 deu-se início à procissão, guiando a procissão, os coroinhas em suas vestes brancas, logo após o andor de Nossa Senhora Aparecida veio sendo carregado por quatro homens, um pouco mais atrás vieram os Festeiros e depois os fiéis, logo atrás dos fiéis, em um carro de som era rezado o terço e cantado músicas. 


Após a procissão a missa iniciou-se e o clima era de muita alegria e gratidão. A comunidade fez a coroação de Nossa Senhora um pouco depois do início da missa: algumas crianças entraram segurando rosas e outras vestidas de anjinho entraram com uma cestinha lotada de pétalas de rosas coloridas para uma verdadeira chuva de pétalas que aconteceu após o Rei e a Rainha da festa coroarem-na com uma coroa de flores rosa; bem simples, mas muito simbólica. A música que tocava era "Perfeito é quem te criou", uma música que expressa muito a fé dos fiéis e devotos. A comunidade estava muito feliz e foi algo muito bonito de ver! A cerimônia se encerrou e logo depois a comunidade preparou o que eles chamam de "Chá com bolo"; o café da manhã, que aconteceu em uma espécie de barracão que pertence à igreja. O cardápio consistia em: bolo, francisquito, pão de queijo, cachorro quente e o chá, comi muito. 

Ao meio dia a confraternização entre a comunidade iniciou-se: o "Costelão". Na rua em frente a igreja que estava interditada e as tendas que foram postas para fugirem do sol escaldante de Cuiabá; mesas foram disponibilizadas por 5 reais o jogo. Havia a opção de levar para casa, mas muita gente preferiu ficar para a festança, onde tinha música ao vivo, com sertanejos, mas principalmente: cuiabanas. O almoço custou vinte e cinco reais, colocavam uma pulseira laranja e era a vontade. Os acompanhamentos eram: arroz, salada, vinagrete, farofa, mandioca e até frango com batata tinha. A festa se estendeu até as 17 horas e encerrou com um sorteio de uma moto, mil reais ou um forno micro-ondas.

Era visível que a comunidade é simples, e que o pessoal se esforça muito para que tudo seja bom e o próprio pessoal da comunidade se disponibilizou para trabalhar na festa, seja como caixa, na cozinha, nas bebidas, para servir a comida, para entregar as marmitas ou assar o Costelão. É uma festa anual, que significa muito para a comunidade e muito aguardada, afinal Nossa Senhora Aparecida é a padroeira da capela e uma festeira me contou que a primeira missa rezada ali foi no dia 12 de outubro. Então é uma data muito significativa, a atmosfera é de gratidão e o trabalho com toda certeza foi duro e de muito esforço! Total admiração.



O dia começa com fogos de artifício: é dia de festa na Capela Nossa Senhora Aparecida: é 12 de outubro, dia da padroeira da capela. A decoração é toda azul e branca, há flores coloridas e há um andor de Nossa Senhora Aparecida, a rua em frente à igreja foi interditada e tendas foram dispostas. A banda da Polícia Militar aparece para tocar a melodia de algumas músicas para a homenageada do dia e arriscam até um lambadão cuiabano, e eram apenas 7 da manhã! Ás 7:30 deu-se início à procissão, guiando a procissão, os coroinhas em suas vestes brancas, logo após o andor de Nossa Senhora Aparecida veio sendo carregado por quatro homens, um pouco mais atrás vieram os Festeiros e depois os fiéis, logo atrás dos fiéis, em um carro de som era rezado o terço e cantado músicas. 


Após a procissão a missa iniciou-se e o clima era de muita alegria e gratidão. A comunidade fez a coroação de Nossa Senhora um pouco depois do início da missa: algumas crianças entraram segurando rosas e outras vestidas de anjinho entraram com uma cestinha lotada de pétalas de rosas coloridas para uma verdadeira chuva de pétalas que aconteceu após o Rei e a Rainha da festa coroarem-na com uma coroa de flores rosa; bem simples, mas muito simbólica. A música que tocava era "Perfeito é quem te criou", uma música que expressa muito a fé dos fiéis e devotos. A comunidade estava muito feliz e foi algo muito bonito de ver! A cerimônia se encerrou e logo depois a comunidade preparou o que eles chamam de "Chá com bolo"; o café da manhã, que aconteceu em uma espécie de barracão que pertence à igreja. O cardápio consistia em: bolo, francisquito, pão de queijo, cachorro quente e o chá, comi muito. 

Ao meio dia a confraternização entre a comunidade iniciou-se: o "Costelão". Na rua em frente a igreja que estava interditada e as tendas que foram postas para fugirem do sol escaldante de Cuiabá; mesas foram disponibilizadas por 5 reais o jogo. Havia a opção de levar para casa, mas muita gente preferiu ficar para a festança, onde tinha música ao vivo, com sertanejos, mas principalmente: cuiabanas. O almoço custou vinte e cinco reais, colocavam uma pulseira laranja e era a vontade. Os acompanhamentos eram: arroz, salada, vinagrete, farofa, mandioca e até frango com batata tinha. A festa se estendeu até as 17 horas e encerrou com um sorteio de uma moto, mil reais ou um forno micro-ondas.

Era visível que a comunidade é simples, e que o pessoal se esforça muito para que tudo seja bom e o próprio pessoal da comunidade se disponibilizou para trabalhar na festa, seja como caixa, na cozinha, nas bebidas, para servir a comida, para entregar as marmitas ou assar o Costelão. É uma festa anual, que significa muito para a comunidade e muito aguardada, afinal Nossa Senhora Aparecida é a padroeira da capela e uma festeira me contou que a primeira missa rezada ali foi no dia 12 de outubro. Então é uma data muito significativa, a atmosfera é de gratidão e o trabalho com toda certeza foi duro e de muito esforço! Total admiração.




Batalha de Rap


Diário de Campo

BRUNO VICTOR AMERCE DE LIMA

INTRODUÇÃO

13/09/2018, 19H00MIN, cheguei a Praça da Alencastro, esperando o grupo para nós irmos ao local escolhido. Após a chegada do grupo, percebi que eu estava pensando errado sobre o local do evento. Na minha percepção, por ser batalha de rap da Alencastro, acontecia na Praça da Alencastro, porém, está acontecendo atualmente na Praça da República, em frente à Igreja Matriz. Percebemos isso por causa de um conjunto de jovens na Praça, e fomos até lá começar o trabalho. 

A escolha do local foi proposta por uma integrante do grupo que já tinha ido outras vezes ao evento, e foi super bem aceita pelo grupo. E então combinamos o local, hora, dia e estratégias para a execução do trabalho.

Nossa estratégia foi: gravar áudio com perguntas, opiniões e críticas pessoais, fez isso com aproximadamente doze pessoas, perguntando nome idade e assuntos aleatórios relacionados à batalha.

DESENVOLVIMENTO

Vou começar a desenvolver, falando pontos básicos sobre o local escolhido. O nome é Batalha de rap da Alencastro, e acontece atualmente toda quinta-feira, as 19H00MIN, na Praça da República localizada no centro de Cuiabá. É livre para todos, tanto quem quiser assistir ou participar da batalha, e surgiu em 2015 e acontece até hoje. A edição do evento que participamos foi a 172°.

Quando chegamos lá, nosso primeiro ato foi ir à roda e assistir mesmo a batalha e tentar entender como funciona. Não é algo difícil de entender, consiste em 16 vagas para batalhar, um batalha com o outro até chegar a final, e em cada batalha um MC tem direito a ataque e defesa e assim sucessivamente, são duas etapas e se o público solicitar uma terceira/última.

Depois disso partimos para as entrevistas e já começamos a gravar o áudio com as informações, o primeiro que entrevistamos esquecemos-nos de perguntar o nome e idade, então vou deixar esse parágrafo específico para esse entrevistado. Começamos questionando sobre o que ele acha que a batalha abrange em questão de cultura, e ele responde que em Mato grosso a questão de cultura é bem vazia, e que o negócio mais significativo que a batalha oferece é um ponto cultural para muitos jovens que estão perdidos, muitos não fazem faculdade ou estudam, uns sim outros não, e que toda quinta-feira feira essas pessoas tem para ir, e que esse local não é um local com pessoas de má índole. E também puxamos o ponto dos estereótipos ligados à batalha, e ele expõem que todo movimento que não é formado por pessoas de elite alta, é taxado como de bandido, desde samba, funk até o rock, e essa briga é de muito tempo, porque as pessoas não pararam para entrar e ver como realmente é, e que lá dentro tem pai de família, pessoas que tem um emprego importante, tem pessoas estudadas, etc. E para finalizar a entrevista perguntamos sobre o público, se lá tem um público fixo ou sempre vai mudando, e ele fala três anos não é uma idade muita grande para um movimento, e que tem sim seu público fixo, porém, tem muitas pessoas que vai e voltam com o tempo.

Depois passamos a entrevistar um grupo de estudantes, duas meninas e um menino, com idade entre 15 a 17. Perguntamos se eles são um público fixo da batalha ou se eles estavam apenas visitando, e eles responderam que eles estão lá quase sempre, e também perguntamos qual a concepção de cultura para eles do local e o motivo deles estarem lá, e eles respondem que estar lá é melhor batalhando e se expressando em uma batalha é melhor do que "brigarem na rua", então elas se juntam e se "destroem" em uma batalha de rima. E ele também expõe que lá é uma forma de expressar tudo o que você tem por dentro, em uma forma de cultura. E finalizamos perguntado sobre os comentários em relação à batalha, e ela finaliza que essas pessoas que julgam são muito preconceituosas, que nunca realmente entraram lá e pararam para ver o que realmente é.


Festa de São Cosmo e Damião no Centro Inzo Tateto Kabila Duelo

Diário de Campo
Brenda Paes de Souza

Centro Inzo Tateto Kabila Duelo, o centro está localizado na Av. A n° 186, Bairro Jardim Mossoró, Cuiabá – MT.
Em nossa primeira visita ao centro religioso, podemos observar que as pessoas que o frequentam são de diversas faixas etárias e classes sociais, podemos verificar que se trata de um templo de adoração onde o principal sentimento que pregam é o da caridade. Verificamos que o centro possui dois locais de adoração por se tratar de cultos religiosos distintos (Umbanda/Candomblé). Na parte exterior a um barracão temos uma área coberta que trata-se de uma garagem, que possui um altar com várias imagens de santos católicos (Jesus Cristo, Nossa Senhora Aparecida, São João Batista, Santo Antônio, São Sebastião, entre outros), nesse mesmo altar temos imagens de índios com flechas e arcos, alguns com animais, imagens de idosos com cachimbo na mão, imagens de crianças e alguns doces em um prato, e algumas imagens assentadas (como representação de algo). Observando e conversando com as pessoas que frequentam, podemos observar que trata-se de imagem de entidades (seres espirituais que incorporam ou aproximam-se das pessoas em prol da comunicação e trabalho para a evolução dos que incorporam e dos frequentadores desse local).
A primeira explicação que tivemos é que as entidades estão divididas entre direita e esquerda, mas ambas as linhas trabalham em prol de um bem maior. Entre as entidades podemos citar da direta (Os pretos Velhos, Caboclo, Baiano, Boiadeiro, Marinheiro, Eres e entre outros), e da esquerda (Exus e Pomba-gira, São Cipriano, e entre Outros). Não podemos dizer com certeza se as entidades tratam-se mais de uma pessoa (ser espiritual) ou apenas uma, visto que as informações são limitas sobre o assunto, de acordo com as pesquisas essas entidades tratam-se de pessoas que já viveram na terra e por algum motivo faleceram deixando para traz uma dívida ou Carma como preferem dizer, e a forma de quitarem esta dívida perante ao reino espiritual seria assim incorporando em médiuns para liquidarem as suas dívidas.
Os médiuns acreditam que estão ali por terem uma missão que foi firmada em seu nascimento mediante suas dividias em vidas anteriores (pois os frequentadores desta religião acreditam em reencarnação) e que precisam trabalhar (termo usado pelos médiuns) para cumprir com sua lei cármica.
O centro possui hierarquia e está dividido assim:
·      Pai de Santo (Mentor Espiritual, Chefe do terreiro)
·      Pai e Mãe pequenos
·      Ogans (tocadores de tambor)
·      Cambone (Pessoas que servem as entidades)
·      Médiuns (Pessoas que incorporam)

Todos os que tem cargos e os médiuns devem obedecer e pedir a benção do pai de santo, pois faz parte da cultura e respeito aos seus ancestrais.
As vestes costumam ser patrão, camiseta com o nome do centro para os médiuns que compõe a corrente, e para os homens calça e para a mulheres saia e pano amarrados nos seios e cabeça, a utilização dos panos de cabeça e de costa deve ao fato de proteção: Cabeça (o canal direto com o Ori, que seria o principal meio de comunicação com meio espiritual) e o das Costas (Proteção contra cargas negativas nos órgãos reprodutores femininos).


Participação em um dia de Culto Religioso.
Após saudarem o chefe da casa (Pai de Santo) os médiuns costumam tomar banho de limpeza corporal (banhos feitos com ervas para limpeza espiritual de interferência de energias negativas) e vestem o branco, como símbolo de paz e tranquilidade espiritual, após se vestirem os médiuns se dirigem ao barracão, aonde fazem uma corrente de vibração espiritual que é dívida em duas linhas uma de mulheres e outra de homens, o pai de santo informa que iniciara os trabalhos e faz um agradecimento aos protetores da casa (aos exus), cantando alguns pontos pedindo proteção e encaminhamento para os trabalhos, podemos citar um ponto cantado abaixo:
“ Vim trabalhar e deixei minha sentinela (Bis)
Eu chamei todos os exus para tomar conta da cancela (Bis) ”.
Enquanto cantam ao som do tambor uns quatro à cinco pontos louvando a entidade pedindo proteção, podemos observar que o pai de santo faz alguns rituais com pinga na entrada do centro e na frente dos médiuns como se cria-se um campo de força entre as pessoas para eu ocorra tranquilamente os trabalhos.  Após louvarem a entidade o Pai de Santo faz orações católicas pedindo a proteção de Deus para todas as pessoas presentes no centro naquele momento, dentre as orações realizadas podemos citar o Pai nosso e a Ave maria, após a realização da abertura (como é nomeado), começam a cantar pontos de início de trabalho solicitando a benção e a presença dos seres espirituais e superiores. Após a abertura um dos médiuns aparece com o braseiro (termo utilizado para defumação), percorrem todo o centro com a utilização de ervas para espantar os maus espíritos que possam interferir nos trabalhos espirituais. Cantam enquanto defumam os médiuns e as visitas, a fumaça tem um cheiro bom, sentimos cheiro de erva doce nesse dia. Após a defumação o pai de santo concentra-se em qual linha se iniciara os trabalhos.
O Pai de santo começa a entoar um ponto de preto velho, e logo seu corpo começa a modificar o mesmo já não tem mais o corpo ereto de jovem e sim encurvado, aparentando ser um idoso de 80 a 90 anos de idade e com passos curtos e lentos caminha em direção aos visitantes e sua voz parece de um idoso, entre as palavras ditas com muita dificuldade pede a Deus que abençoe os presentes e agradece a presença de todos, retornou para frente do altar e sentasse em um banquinho pequeno de madeira, logo um dos cambones abaixa e como sinal de respeito deitasse na frente do senhor encostado sua cabeça ao chão, após este ritual levanta-se e beija sua mão. Logo em seguida traz para o senhor um cachimbo e fumo. A entidade presente no pai de santo solicita que o cambone pegue um sino e em seguida começa toca-lo em sequência respeitando a hierarquia todos os médiuns vão modificando o seu aspecto jovial logo vemos vários senhores idosos no centro. Aos poucos cada um tem como se fosse um ritual ir a frente cumprimentar a entidade do pai de santo, provavelmente como símbolo de respeito a autoridade e hierarquia do centro.
Todos os médiuns que incorporam exceto os ogans e os cambones tem aspecto de idosos, alguns com bengalas, outros com chapéu, sentados em bancos pequenos de madeiras encurvados e se balançado e cantando seus pontos (musica).
Os cambones começam a servir as entidades com copos de agua, velas, cachimbos, cigarros e a todo momento ficam atentos para que se uma entidade precise de algo eles levem. Perguntamos a um cambone que entidade eram aquelas de aparecia de idosos, fomos informados que se trata de pretos velhos (espíritos desencarnados na época da escravidão) que trabalham assim como seus médiuns para a evolução espiritual, os mesmos realizam o passe espiritual (ato de retirar as energias negativa dos médiuns e dos visitantes), após alguns cânticos entoados a entidade chefe do Pai de santo determina que cante um cântico para irem embora, os cambones recolhem os pertences dos idosos e os mesmos se levantam de suas cadeiras, fazem o sinal da cruz na cadeira se despedem da entidade do Pai de santo e dos visitantes e se retiram. Nesse momento na saída da entidade podemos observar que os médiuns se afastam para traz como se houve-se uma separação do corpo do mesmo e da entidade, após a entidade ir embora os médiuns retornam aos seus lugares anteriores. Alguns dos médiuns vão até a entidade do Pai de santo e fazem o mesmo ritual do cambone se abaixando e como sinal de respeito deitasse na frente do senhor encostado sua cabeça ao chão, após este ritual levanta-se e beija sua mão pedindo sua benção. A entidade do Pai de santo agradece a todos e pergunta se todos estão bem, após a resposta dos médiuns levanta-se agradece aos visitantes e os médiuns e se despede indo embora também, o Pai de santo fora do transe espiritual olha para todos os médiuns sorri e pergunta se estão bem, após a resposta solicita que os ogans comecem a tocar outro cântico da entidade. Começa então a canta um ponto da entidade e juntamente com toque dos ogans começa a incorporar, diferentemente da entidade anterior preto velho, o mesmo tem a expressão mais seria se ajoelha e bate no peito dando um grito como se fosse um sinal e levantasse. Sua postura é ereta e parece que o Pai de santo está maior, retira sua camisa e solicita que dobrem a sua calça enquanto isso solicita que os médiuns incorporem suas entidades também, e novamente respeitando a hierarquia um a um incorporam suas entidades, podemos observar que as entidades tem sua postura ereta e que todos tem a mesma forma de chegada de bater no peito e emitir sons, alguns ajoelham-se e fazem sinais como estivessem atirando flechas os cambones logo aparecem com cocar de penas e fitas transadas que as entidades colocam nas cabeças. Alguns ficam com o braços para traz com apenas dois dedos abertos e sua mão fechada, os mesmos ficam andando de um lado para o outro e logos os cambones também os servem com bebidas (Vinhos e cervejas) e cigarros, perguntamos para um cambone novamente de que entidade se tratava e fomos informados que se tratava dos Caboclos (entidades de espíritos de Índios que trabalham em busca da sua evolução espiritual, assim com os Pretos velhos) os caboclos também realizam passe espiritual e agora fizeram esses passes nos visitantes. Após alguns cânticos entoados a entidade chefe do Pai de santo determina que os ogans cantem um cântico para irem embora, após isso um a um vão devolvendo os pertences aos cambones e se retiram do centro. Depois que os caboclos vão embora a entidade do Pai de santo pergunta novamente se estão bem, logo após se despede e vai se embora, após esta linha de entidade não tivemos mais incorporações. O Pai de santo solicita que todos os visitantes se levantem para agradecer a Deus a presença de todas entidades presentes e do trabalho do dia, o mesmo faz orações católicas conforme na abertura (Pai nosso e Ave Maria) após as orações agradece a presença de todos e informa que o centro oferecerá uma janta a todos. Após a visita e conversas com os médiuns podemos observar que eles têm fé e acreditam nas entidades que vão ao centro nos trabalhos e acreditam que estão cumprindo sua missão como médiuns na terra.
 Essa visita foi realizada no trabalho que é realizado todas as sexta-feira no centro esp