No dia 29 setembro de 2018 acordei bem cedo com objetivo de conhecer como é feita
a organização da parada da diversidade da minha cidade, chegando lá ás 08 horas da
manhã na praça ipiranga (local marcado para o inicio do evento) encontrei várias
pessoas trabalhando de maneira voluntária para que tudo desse certo. A decoração
contava com muitos balões coloridos, bandeiras da diversidade lgbt e cartazes com
frases do tipo “mais amor e menos ódio”, “preconceito disfarçado de opinião ainda é
preconceito”, “tire seu preconceito do caminho que eu quero passar com meu amor”.
A parada além de ser uma grande festa da diversidade me mostrou ser um grande
movimento politico de luta contra a intolerância, respeito ao estado laico, contra
qualquer tipo de opressão e defesa dos direitos humanos.
O tema da parada desse ano foi “Viver é um ato politico. Nosso voto, nossa voz!”. O
ato politico se iniciou as 14 horas, em cima do trio fizeram fala organizadores,
representantes de entidades e organizações apoiadoras. Como é ano de eleição foi
aberto falas para candidatos que estivessem disputando algum pleito nessas eleições,
porem, para ter o direito a fala no trio os candidatos tiveram que assinar um
documento que afirmar o compromisso com as causas lgbt’s.
Muitos manifestos e repúdio ao então candidato a presidência Jair Messias Bolsonaro,
muitas gritos de “ele não” observei durante o ato politico. Camisas e cartazes
simbolizando um repúdio ao candidato também era fácil de identificar. O ato politico
se encerrou por volta das 16horas30minutos, sendo assim iniciaram uma caminha da
praça ipiranga até a orla do porto.
Tive a oportunidade de vir em cima do segundo trio da parada, dele consegui observar
muitas coisas. Lá de cima observei uma multidão de pessoas dançando, pulando, todos
e todas se divertindo muito. A maioria jovens entre 16 a 25 anos, alguns pais que
foram juntos com seus filhos apoiarem a causa, um grande número de mães atrás da
faixa mães pela diversidade. Vários estilos de músicas tocava no trio, mas sem dúvidas
o ritmo que mais animava a galera era o funk. Durante o trajeto o ocorreram duas
paradas para mais algumas falas com objetivo de mostrar que não era apenas uma
festa também uma luta muito importante para comunidade lgbt. Algo muito
interessante que observei foi que no momento que iriamos passar frente a uma igreja
católica os dois trios desligaram os sons e passaram em silêncio frente a igreja, neste
mesmo momento observei uma pessoa saindo da igreja (aparentemente um padre)
benzendo seu corpo.
Chegando na orla do porto estava um outro trio parado reservado para as
apresentações que aconteceria no local. Se apresentaram lá drag queens de todo
estado, cantores e cantoras e djs da região. Assim como em todo lugar era fácil
identificar o consumo de drogas sendo elas licitas e ilícitas. Juntos com meus colegas
começamos a entrevistar algumas pessoas que estavam no local, todas foram muitos
educadas e abertas a conversarem conosco. No final do evento o policial que
comandava a segurança do evento me informou que esse ano não tiveram nenhuma
ocorrência no local. De acordo com a policia militar passaram pelo o evento cerca de
15 mil pessoas.
Participar da parada fez do meu dia muito melhor, me diverti muito, sai de lá com
várias amizades novas. Ainda mais disposto a lutar por uma causa que não é minha,
mas sei que é uma causa justa e que precisamos mudar imediatamente os padrões
conservadores e preconceituosos imposto pela sociedade. Estarei aonde for preciso
para lutar pelo respeito a diversidade, pelo estado laico e pelo direitos humanos. O
combate a intolerância o ódio e a descriminação estará sempre presente em minhas
lutas.
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