Diário de campo
Alex Ferreira de Almeida
No dia 21 de setembro de 2018 sexta-feira, fomos (eu,
Gabriel, Matheus, Kevin, Leonardo e a professora Heloisa) para o Caverna Rock
Bar, Localizado na AV. Barão de Melgaço era aproximadamente às 23 horas.
O ambiente é separado em três: primeiro ambiente é a própria
calçada onde ficam as mesas com o publico bebendo e conversando, interagindo,
no dia em questão o publico tinha faixa etária de 35 anos. Pelas roupas que
usavam identifiquei que são pessoas que estão culturalmente ligados ao rock,
vestes, calçados, cores modos de falar.
Entrando no estabelecimento fica o bar considerado por mim o
segundo ambiente, como para mim tudo era muito novo (apesar de escutar muito
rock), tentei passar por uma pessoa normal e não causar um estranhamento no
ambiente. Começamos então a jogar sinuca, enquanto jogava eu observava o local
atentamente o teto era decorado com slogan, cartazes e filmes que fazia
referencia ao rock, independente da vertente. As paredes eram decoradas com
desenhos de imediato não consegui identificar até mesmo por causa da iluminação
já que tudo era muito escuro e deixava um pouco turva as imagens. O bar era
composto por duas mesas de sinuca, o local de venda das bebidas, e tinha também
no canto uma maquina de jogos, mas não estava funcionando, o local era bem
apertado. Avisados de ante mão sobre a politica do bar e o dono (Dogão) não
gostava de dar entrevistas, e não gostava que atrapalhassem os seus clientes,
não me atrevi a entrevistar ninguém somente a observação passiva.
Após observar o bar e o funcionamento desci ao terceiro
ambiente que é o local dos shows, o ambiente é bem escuro com o sonoplasta no
canto inferior direito e o palco mais no fundo, quando fui pra este ambiente
ainda estavam passando o som com a banda que iria tocar naquela ocasião, o
ambiente é pouco iluminado somente no palco havia focos de luz, as paredes
também havia desenhos, mas não consegui identificar quais seriam os desenhos,
havia 6 a 8 ventiladores espalhados nas paredes.
Por volta das 00h30min minutos a banda começou a tocar,
iniciou tocando musicas de sua própria autoria, eu achei o som um pouco auto
demais, mas o restante do meu grupo disse que ainda estava baixo porque os
grupos ou bandas que costumam cantar no local tem o som bem mais pesado (alto).
Tocou alguns clássicos como “Rolling Stones”, entre outros. Durante as musicas
tocadas percebi que uma parcela do publico desceu para ver o show, e
literalmente “curtiam” muito, sem brigas, nem discussões, tudo na maior tranquilidade.
Observei as pessoas dançando sem nenhuma represália, não importando se tem
alguém gostando ou não, também percebi casais se formando na festa, as pessoas
eram literalmente livres para “curtir o
momento”
usando uma definição do Hobbes diz: “liberdade significa propriamente a
ausência de oposição (por oposição quero dizer obstáculos externos)”.
Em todo final de cada canção o vocalista agradecia o dono
(Dogão) por ter aberto lugar pra ele e sua banda, me senti totalmente em casa
nenhum momento me senti hostilizado, durante o
show a professora nos relatou que algumas mulheres foram falar com ela e
ofereceram pra tomar cerveja com elas, em questões religiosas o Kevin
(integrante do grupo e frequentador do local) nos explicou que o local em sua
maioria é composto por satanista e ateus, mas esclareceu que não há uma
liturgia, credo ou crença envolvido, disse que somente pelas musicas que
escutam, que fazem apologias há isto.
Ouvi em certos momentos a conversa do publico como: “visões
politicas”, o que me chamou a atenção foi à fala de um homem que disse repudiar
o candidato à presidência da republica Bolsonaro disse “o cara não sabe nada de
economia, racista, homo fóbico, não presta pra governa nosso país”.
Consegui entender um pouco daquela cultura e aprender muito,
uma subcamada da nossa sociedade que muitas vezes é vista com preconceito, por
se vestirem de uma maneira que não se enquadra no “normal”, por escutar musicas
“estranhas”, mas que demonstram ser totalmente diferente.
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