Diário de Campo
BRUNO VICTOR AMERCE DE LIMA
13/09/2018, 19H00MIN, cheguei a Praça da Alencastro, esperando o grupo para nós irmos ao local escolhido. Após a chegada do grupo, percebi que eu estava pensando errado sobre o local do evento. Na minha percepção, por ser batalha de rap da Alencastro, acontecia na Praça da Alencastro, porém, está acontecendo atualmente na Praça da República, em frente à Igreja Matriz. Percebemos isso por causa de um conjunto de jovens na Praça, e fomos até lá começar o trabalho.
A escolha do local foi proposta por uma integrante do grupo que já tinha ido outras vezes ao evento, e foi super bem aceita pelo grupo. E então combinamos o local, hora, dia e estratégias para a execução do trabalho.
Nossa estratégia foi: gravar áudio com perguntas, opiniões e críticas pessoais, fez isso com aproximadamente doze pessoas, perguntando nome idade e assuntos aleatórios relacionados à batalha.
DESENVOLVIMENTO
Vou começar a desenvolver, falando pontos básicos sobre o local escolhido. O nome é Batalha de rap da Alencastro, e acontece atualmente toda quinta-feira, as 19H00MIN, na Praça da República localizada no centro de Cuiabá. É livre para todos, tanto quem quiser assistir ou participar da batalha, e surgiu em 2015 e acontece até hoje. A edição do evento que participamos foi a 172°.
Quando chegamos lá, nosso primeiro ato foi ir à roda e assistir mesmo a batalha e tentar entender como funciona. Não é algo difícil de entender, consiste em 16 vagas para batalhar, um batalha com o outro até chegar a final, e em cada batalha um MC tem direito a ataque e defesa e assim sucessivamente, são duas etapas e se o público solicitar uma terceira/última.
Depois disso partimos para as entrevistas e já começamos a gravar o áudio com as informações, o primeiro que entrevistamos esquecemos-nos de perguntar o nome e idade, então vou deixar esse parágrafo específico para esse entrevistado. Começamos questionando sobre o que ele acha que a batalha abrange em questão de cultura, e ele responde que em Mato grosso a questão de cultura é bem vazia, e que o negócio mais significativo que a batalha oferece é um ponto cultural para muitos jovens que estão perdidos, muitos não fazem faculdade ou estudam, uns sim outros não, e que toda quinta-feira feira essas pessoas tem para ir, e que esse local não é um local com pessoas de má índole. E também puxamos o ponto dos estereótipos ligados à batalha, e ele expõem que todo movimento que não é formado por pessoas de elite alta, é taxado como de bandido, desde samba, funk até o rock, e essa briga é de muito tempo, porque as pessoas não pararam para entrar e ver como realmente é, e que lá dentro tem pai de família, pessoas que tem um emprego importante, tem pessoas estudadas, etc. E para finalizar a entrevista perguntamos sobre o público, se lá tem um público fixo ou sempre vai mudando, e ele fala três anos não é uma idade muita grande para um movimento, e que tem sim seu público fixo, porém, tem muitas pessoas que vai e voltam com o tempo.
Depois passamos a entrevistar um grupo de estudantes, duas meninas e um menino, com idade entre 15 a 17. Perguntamos se eles são um público fixo da batalha ou se eles estavam apenas visitando, e eles responderam que eles estão lá quase sempre, e também perguntamos qual a concepção de cultura para eles do local e o motivo deles estarem lá, e eles respondem que estar lá é melhor batalhando e se expressando em uma batalha é melhor do que "brigarem na rua", então elas se juntam e se "destroem" em uma batalha de rima. E ele também expõe que lá é uma forma de expressar tudo o que você tem por dentro, em uma forma de cultura. E finalizamos perguntado sobre os comentários em relação à batalha, e ela finaliza que essas pessoas que julgam são muito preconceituosas, que nunca realmente entraram lá e pararam para ver o que realmente é.
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